Churrasco volta a caber no bolso do gaúcho

Preferidos no espeto dos gaúchos, cortes bovinos tendem a pesar menos na conta do churrasco dos próximos meses.

A redução de preço verificada neste ano, em razão da maior oferta no mercado brasileiro, deve se acentuar com a normalização dos abates no Rio Grande do Sul.

Com a produção local impactada pela estiagem, o mercado gaúcho acabou sendo regulado pela carne de animais vindos de outros Estados brasileiros. Ao perder compradores externos, a carne bovina do Centro-Oeste foi absorvida pelo mercado interno.

O resultado foi preços menores para os consumidores, que, no ano passado, acompanharam altas históricas de cortes nobres.

— A picanha e o filé mignon ficaram em média 20% mais baratos do que no mesmo período do ano passado — aponta o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, acrescentando que quase metade da carne bovina vendida no Rio Grande do Sul é trazida de outros Estados ou de países vizinhos.

O impacto da seca nas pastagens gaúchas fez com que os criadores de bovinos diminuíssem a produção no primeiro semestre.

A baixa afetou diretamente os frigoríficos, que reduziram em 25% os abates nos últimos dois meses, conforme o Sindicato da Indústria de Carne e Derivados do Estado (Sicadergs). Em junho, na comparação com maio, o número de cabeças abatidas caiu de 116 mil para 89 mil.

— Teremos um incremento nos abates a partir de agora, nosso período de safra, o que irá aumentar a oferta e consequentemente forçar a baixa de preço — afirma o presidente do Sicadergs, Ronei Lauxen, prevendo uma redução média de até 10% da carne produzida no Estado.

Embargos sanitários reduziram exportações

A queda dos preços até agora se concentrou nos cortes nobres, que tiveram as exportações reduzidas devido a embargos sanitários. Alguns cortes de picanha, por exemplo, são encontrados nos supermercados por menos de R$ 25.

O preço menor levou a Churrascaria Na Brasa, de Porto Alegre, a reforçar o estoque de carne bovina, mas não há planos de repassar a queda.

— De uns três meses para cá, a diferença de preço foi significativa — diz Édipo Borsatto, gerente da churrascaria que serve cerca de 10 mil rodízios de carne por mês.

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